Para escolher o sistema ideal, é preciso entender que ambas as piscinas utilizam cloro. A diferença reside na forma como esse cloro é introduzido na água: de forma manual (através de químicos) ou automática (através da eletrólise de sal).
| Característica | Piscina de Sal (Eletrólise) | Piscina de Cloro Tradicional |
| Investimento Inicial | Mais elevado (custo do equipamento) | Baixo |
| Manutenção Diária | Automatizada e simples | Manual e frequente |
| Conforto (Pele/Olhos) | Elevado (não irrita, água suave) | Pode causar irritação e odor forte |
| Custo de Operação | Muito baixo (apenas sal e eletricidade) | Contínuo (compra de pastilhas/líquido) |
| Sustentabilidade | Mais ecológica | Uso intensivo de químicos |
A eletrólise é um processo onde a água ligeiramente salgada passa por uma célula eletrolítica, convertendo o sal em hipoclorito de sódio (cloro ativo). Este processo é cíclico: após desinfetar a água, o cloro volta a transformar-se em sal, reiniciando o ciclo sem perdas significativas de produto.
Adeus aos olhos vermelhos: A concentração de sal é similar à de uma lágrima humana, evitando irritações.
Automação: O sistema produz cloro apenas quando necessário, sendo ideal para quem viaja ou tem casas de férias.
Poupança a longo prazo: Embora o aparelho exija um investimento inicial, deixará de comprar baldes de cloro todos os meses.
O sistema de pastilhas ou cloro líquido ainda é muito utilizado, especialmente em:
Piscinas de uso muito sazonal onde não se pretenda investir em equipamentos.
Instalações de baixo orçamento inicial.
Nota importante: Requer um controlo rigoroso do pH e dos níveis de cloro para evitar a formação de cloraminas (as verdadeiras responsáveis pelo "cheiro a cloro").
Muitos proprietários acreditam que a eletrólise de sal é um sistema "instalar e esquecer". No entanto, para manter a água cristalina e evitar as temidas águas verdes, é fundamental entender a química por trás do equipamento.
Diferente do cloro em pastilhas, que contém estabilizadores (como o ácido cianúrico), o cloro gerado pela eletrólise é hipoclorito de sódio em estado puro.
Vantagem: Não há acumulação de resíduos químicos que "bloqueiam" a eficácia do cloro ao longo do tempo.
Desafio: O cloro produzido via sal é mais sensível aos raios UV. Por isso, com a forte exposição solar, a célula de eletrólise deve estar dimensionada corretamente para a capacidade da piscina (em m³).
Este é o detalhe técnico mais importante: A eletrólise de sal tende a elevar o pH da água. O processo gera um subproduto alcalino. Se o pH subir acima de 7.6:
O cloro perde até 80% da sua eficácia.
Surgem incrustações de calcário na célula de sal, reduzindo a sua vida útil.
A água torna-se irritante para os olhos, mesmo sendo de sal.
Dica Profissional: Recomendamos sempre a instalação de uma Bomba Doseadora de pH em conjunto com a eletrólise. Este sistema mede e corrige o pH automaticamente, garantindo que o cloro trabalhe com 100% de eficiência.
Se a sua água ficou verde, as causas mais comuns são:
pH muito alto: O cloro está presente, mas está "inativo" e não consegue eliminar as algas.
Falta de sal: Se o nível estiver abaixo de 4g/L, a célula não produz cloro suficiente.
Célula suja: O calcário acumulado impede a reação química.
Tempo de filtração insuficiente: Em dias de calor extremo, a eletrólise precisa de mais horas de funcionamento.
| Parâmetro | Nível Ideal | Frequência de Verificação |
| Salinidade | $4$ a $5 g/L$ | Mensal |
| pH | $7.2$ a $7.4$ | Semanal (ou automático) |
| Cloro Livre | $1.0$ a $3.0 ppm$ | Semanal |
| Ácido Cianúrico | $30$ a $50 ppm$ | Início da temporada |
Limpeza física: Utilize um robot aspirador de piscina para remover detritos e escove as paredes.
Ajuste o pH: Antes de qualquer tratamento, baixe o pH para 7.2.
Cloração de Choque: Sim, pode usar cloro granulado (dicloro) numa piscina de sal para uma recuperação rápida.
Função "Boost": Ative o modo Boost do seu clorador salino para maximizar a produção de cloro nas 24 horas seguintes.
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